Boa noite.... resolvi escrever sobre um "problema" que vivo neste momento, e desta vez não termina com ite... é a CATAPORA. Uma doença muito falada na minha infância mas que por incrível que pareça eu havia "esquecido" que ela existia.
Dei ao Alexandre todas as vacinas possíveis e me sentia imune quanto a estes problemas. A sensação que eu tinha é que nós estávamos livres de doenças como a catapora, mas ela não nos perdoou e nos fez uma visita.
No domingo passado o Alexandre se queixou de estar com o corpo coçando, mas como estava muito sol e ele estava jogando bola, achei que era o suor que o estava incomodando e sugeri que tomasse um banho, como não quis pedi que tirasse a camisa. Neste momento, percebi uma manchinha bem pequena na barriga e na mesma hora a memória de infância deu o alerta... era a catapora. Diagnóstico feito (mãe acha que fez 7 anos de medicina e "conhece" seu filho.... não adianta) e confirmado pelo pediatra (só para desencargo de consciência), era hora de tomar as devidas providências.
O que me preocupava era o banho de permanganato, o antialérgico, não deixar que ele coçasse as bolhas, mas por incrível que pareça não pensei no lado emocional da doença quando fui pega de surpresa.
Primeiro proibir o Alexandre de brincar com seus amiguinhos, depois evitar contato com seu irmão mais novo além de não levá-lo a escola. Enfim, isolar o meu filhote da sua vida.... parece forte falar isso mas foi assim que o Alexandre se sentiu.
Eu conversei bastante com ele do porque do isolamento quando me veio a pergunta que me doeu MUITO (vocês não têm noção da dor que senti): Mãe, eu vou morrer ?? O que eu tenho é grave ??Fiquei simplesmente chocada com aquele questionamento.... como assim morrer ?? Quis entender o que se passava naquela cabecinha de 5 anos e ele me respondeu: se ninguém pode chegar perto de mim é porque eu estou muito doente.... vc não tem medo de virar estrelinha mãe ?? (é que eu digo para ele que as pessoas que morrem viram estrelinha.... não soube explicar de outra maneira).
Fiquei arrasada (e neste momento as lágrimas me vieram aos olhos....)... expliquei que ele não estava muito doente mas que era preciso ficar longe um pouco dos amigos se não todos ficariam se coçando, mas que logo logo ele estaria brincando novamente, e que eu sou a sua mãe e vou ficar do lado dele SEMPRE, independente da doença, do problema ou do que quer que seja e não tenho medo de virar estrelinha desde que seja para estar ao seu lado.
Pensei muito sobre o que essa catapora vem representando para nós.... ele me vê como sua única amiga no momento... a que não tem medo de estar ao lado dele. Claro que ele sabe que o pai também não tem, mas quem está aqui ao lado dele o dia inteiro sou eu.
Agradeci a Deus por não estar trabalhando neste momento pois posso estar com ele, brincar e ficar ao seu lado. Uma catapora tão fraquinha me fez ver que o coração da criança tem emoções tão fortes como as de um adulto.
Eu amo meu filho demais e me perdoem o texto mas foi uma forma de desabafar esse sentimento doído que fiquei.
Se prestarmos atenção nos nossos filhos perceberemos que são tão frágeis apesar da agitação, das malcriações e de todo o resto.... como dizia minha falecida mãe: quando estamos doentes nada melhor do que colo de mãe.
Um grande beijo !!!
Ah !!! O Alexandre vai poder voltar a sua vida normal no próximo domingo e eu vou perder meu cargo de melhor amiga .... rsrsrsrsrs
Mensagem
Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Minha casa
Boa tarde, já faz um tempo que não escrevo.... as ites ainda me atormentam.
Eu resolvi escrever sobre a minha casa, nada demais, mas é engraçado como a cara dela muda depois que temos filhos. Antes eu tinha vários objetos quebráveis, tapete na sala, CDs na estante e a casa estava sempre impecável, paredes limpas.... linda e cheirosa. Meu sofá era lindo...rsrsrs. E eu era uma daquelas pessoas que dizia: eu não vou tirar nada do lugar quando meus filhos nascerem... vão ter que aprender a não mexer (hahahaha).
Há quase seis anos atrás tudo mudou com a chegada do Xande. Eu continuei com a minha tese no início... é lógico ele não engatinhava ainda.... mas com o passar dos meses percebi que era fundamental que algumas coisas mudassem de lugar. E como toda mãe que paga pela língua, troquei os móveis de posição, tirei tapetes, coloquei os CDs em uma caixa, e assim por diante.
Aos poucos minha sala foi tomando outro formato.... havia uma caixa de brinquedos embaixo da escada, alguns carrinhos na varanda e mais alguns brinquedos que surgiam nos lugares mais inusitados.
(Falando nisso lembrei de um episódio engraçado: o Alexandre tinha dois anos e estava um calor absurdo e ele tinha um travesseirinho que chamava de neném. Ele sempre dormia com ele... quando foi à noite e fui colocá-lo para dormir perguntei sobre o neném... onde ele havia colocado. E tive uma surpresa.... ele me disse que guardou na geladeira para ficar geladinho na hora de mimi... pois é... minha geladeira virou ar condicionado de brinquedo... rsrsrs)
Voltando ao assunto.... minha casa parecia um parque durante o dia. No começo quis determinar lugar para ele brincar, mas como minha casa é de dois andares e o quarto dele fica na parte de cima, mudei de idéia depois que ele disse que tinha medo de ficar sozinho.... entendi porque eu também tinha medo e é horrível quando alguém nos diz que isso é bobagem...
Os anos foram passando e o Xande foi crescendo e minha casa foi voltando a ter um formato mais clean, sem brinquedos espalhados pela casa pois o Xande já se resumia ao quarto dele. Meus Cds voltaram para estante, os tapetes puderam ser recolocados e por aí vai.
Ano passado, tudo mudou novamente... chegou o Gabriel e a casa passou por uma nova readaptação. Novos brinquedos espalhados, dessa vez em dose dupla, porque o Alexandre também brinca com ele.
Fora as piscinas que compramos, as bolas, os carrinhos, tudo dobrado. Inclusive tenho uma amiga que perdeu sua área de casa porque praticamente instalou um parque aquático em casa... tudo bem que ela não sabia que a piscina era enorme, mas agora o parque aquático já está lá e estamos só esperando o convite para nos refrescarmos do calor.... rsrsrs
Mas apesar de tudo que relatei acima, ADORO ver minha casa com os brinquedos, tem outro ar uma casa com crianças, tem mais vida, é alegre... e é bom demais ver meus filhotes se esbaldando com os brinquedos. As paredes "brancas" já não conseguem mais ser brancas, mas passei a ver essa etapa como uma fase que realmente passa e não adianta se estressar.... vai passar.
Com tudo o que acontece no mundo de hoje, poder ver meus filhos saudáveis e brincando felizes compensa qualquer vontade de ter uma casa de novela impecavelmente arrumada. Esse dia vai chegar quando eles ficarem adolescentes e começarem a "ir embora" viver suas vidas.... e quando esse dia chegar tenho certeza que vou pensar: Ai que saudade daqueles brinquedos espalhados pela casa....
Finalizando, quem quiser vir na minha casa que se diverta no parque ou então tome outro rumo !!!!
Mil beijos
Eu resolvi escrever sobre a minha casa, nada demais, mas é engraçado como a cara dela muda depois que temos filhos. Antes eu tinha vários objetos quebráveis, tapete na sala, CDs na estante e a casa estava sempre impecável, paredes limpas.... linda e cheirosa. Meu sofá era lindo...rsrsrs. E eu era uma daquelas pessoas que dizia: eu não vou tirar nada do lugar quando meus filhos nascerem... vão ter que aprender a não mexer (hahahaha).
Há quase seis anos atrás tudo mudou com a chegada do Xande. Eu continuei com a minha tese no início... é lógico ele não engatinhava ainda.... mas com o passar dos meses percebi que era fundamental que algumas coisas mudassem de lugar. E como toda mãe que paga pela língua, troquei os móveis de posição, tirei tapetes, coloquei os CDs em uma caixa, e assim por diante.
Aos poucos minha sala foi tomando outro formato.... havia uma caixa de brinquedos embaixo da escada, alguns carrinhos na varanda e mais alguns brinquedos que surgiam nos lugares mais inusitados.
(Falando nisso lembrei de um episódio engraçado: o Alexandre tinha dois anos e estava um calor absurdo e ele tinha um travesseirinho que chamava de neném. Ele sempre dormia com ele... quando foi à noite e fui colocá-lo para dormir perguntei sobre o neném... onde ele havia colocado. E tive uma surpresa.... ele me disse que guardou na geladeira para ficar geladinho na hora de mimi... pois é... minha geladeira virou ar condicionado de brinquedo... rsrsrs)
Voltando ao assunto.... minha casa parecia um parque durante o dia. No começo quis determinar lugar para ele brincar, mas como minha casa é de dois andares e o quarto dele fica na parte de cima, mudei de idéia depois que ele disse que tinha medo de ficar sozinho.... entendi porque eu também tinha medo e é horrível quando alguém nos diz que isso é bobagem...
Os anos foram passando e o Xande foi crescendo e minha casa foi voltando a ter um formato mais clean, sem brinquedos espalhados pela casa pois o Xande já se resumia ao quarto dele. Meus Cds voltaram para estante, os tapetes puderam ser recolocados e por aí vai.
Ano passado, tudo mudou novamente... chegou o Gabriel e a casa passou por uma nova readaptação. Novos brinquedos espalhados, dessa vez em dose dupla, porque o Alexandre também brinca com ele.
Fora as piscinas que compramos, as bolas, os carrinhos, tudo dobrado. Inclusive tenho uma amiga que perdeu sua área de casa porque praticamente instalou um parque aquático em casa... tudo bem que ela não sabia que a piscina era enorme, mas agora o parque aquático já está lá e estamos só esperando o convite para nos refrescarmos do calor.... rsrsrs
Mas apesar de tudo que relatei acima, ADORO ver minha casa com os brinquedos, tem outro ar uma casa com crianças, tem mais vida, é alegre... e é bom demais ver meus filhotes se esbaldando com os brinquedos. As paredes "brancas" já não conseguem mais ser brancas, mas passei a ver essa etapa como uma fase que realmente passa e não adianta se estressar.... vai passar.
Com tudo o que acontece no mundo de hoje, poder ver meus filhos saudáveis e brincando felizes compensa qualquer vontade de ter uma casa de novela impecavelmente arrumada. Esse dia vai chegar quando eles ficarem adolescentes e começarem a "ir embora" viver suas vidas.... e quando esse dia chegar tenho certeza que vou pensar: Ai que saudade daqueles brinquedos espalhados pela casa....
Finalizando, quem quiser vir na minha casa que se diverta no parque ou então tome outro rumo !!!!
Mil beijos
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Dia das Crianças
Boa noite... já tem um tempo que não escrevo mas com essas mudanças loucas no clima acabei ficando submersa nas ites dos meus filhos.
Resolvi escrever sobre o Dia das Crianças... era um dos dias mais esperados na minha infância, assim como meu aniversário e o Natal. Sabia que essa data me proporcionava brinquedos novos e me "dava" o direito de fazer o que eu quisesse. Era o DIA DAS CRIANÇAS !!! Era o MEU dia ! E realmente era magnífico.
Eu me lembro que no dia 11/10 eu queria dormir cedo porque sabia que quando acordasse meu presente estaria aos pés da cama e essa sensação era maravilhosa. Minha mãe tornava o dia 12/10 especial. Tinha a surpresa do presente, o passeio e as "porcarias" para comer estavam liberadas. Sempre passava essa data com minhas primas e ficava muito feliz.
Hoje tento recriar esse momento para os meus dois filhos. O Gabriel de 1 aninho ainda não entende muito bem mas já sabe que as "caixas" de presente são muito legais para brincar (como toda criança dessa idade ele acha que as caixas são mais legais do que os brinquedos). O Alexandre do "alto" dos seus cinco anos já sabe o que é o Dia das Crianças e fica radiante em poder escolher um presente bem legal.
Hoje entendo o que minha mãe sentia quando me via abrir aquele presente que eu desejava. É muito gratificante ver o seu filho rasgar o papel de presente e se deparar com o "escolhido". Os olhinhos brilham e o pedido de abre mãe e me ajuda a brincar me trazem a lembrança as minhas próprias sensações.
Lembro do último Dia das Crianças do Alexandre. Ele me pediu a Montanha do T-Rex, um brinquedo caríssimo mas que compramos com muito amor. Na noite do dia 11/10, meu marido que não aguenta esperar datas entregou o presente a ele (contra minha vontade) e a cara dele de "... não acredito..." foi ótima... mas o brinquedo vem todo desmontado e meu pequeno Xande foi dormir pois não aguentou esperar a montagem. Eu e Alex passamos parte da madrugada tentando montar a bendita montanha e conseguimos. Alexandre acordou às 6 horas da manhã para ver seu brinquedo montado e até hoje brinca com ele.
Tenho uma amiga no condomínio onde moro que adora organizar festas para as crianças, seja qual for o motivo (festa junina, dia das crianças, natal...... ela ainda não inventou nada para Páscoa mas não vou me surpreender se isso acontecer) ela já começa a "mirabolar" os preparativos da festa. Parabenizo a Patrícia pela disposição.... é cansativo demais e dá muita dor de cabeça, mas é engraçado que vejo no rosto dela ao final da festa esse mesmo brilho de uma criança ao abrir o presente...
Enfim, as pessoas dizem (meu marido é uma delas) que essas datas são apenas para alavancar o comércio.... pode até ser, mas eu vejo como uma maneira de reunir a família, o presente não precisa ser caro mas o carinho deve ser imenso. É bom demais ter datas para comemorar.... seja aniversário de casamento, dia das mães, dia dos pais, das crianças, festa junina, natal e outras tantas. Parece que nesses dias temos obrigação de sermos felizes.
Espero que o próximo dia 12 de outubro seja ótimo para todos.... e nesse ano vou esconder o presente do meu marido... quando o Alexandre acordar a pista do Speed Racer estará lá aos pés da cama... assim como fazia a minha querida mãe.
Um beijo a todos.....
Sandra
Resolvi escrever sobre o Dia das Crianças... era um dos dias mais esperados na minha infância, assim como meu aniversário e o Natal. Sabia que essa data me proporcionava brinquedos novos e me "dava" o direito de fazer o que eu quisesse. Era o DIA DAS CRIANÇAS !!! Era o MEU dia ! E realmente era magnífico.
Eu me lembro que no dia 11/10 eu queria dormir cedo porque sabia que quando acordasse meu presente estaria aos pés da cama e essa sensação era maravilhosa. Minha mãe tornava o dia 12/10 especial. Tinha a surpresa do presente, o passeio e as "porcarias" para comer estavam liberadas. Sempre passava essa data com minhas primas e ficava muito feliz.
Hoje tento recriar esse momento para os meus dois filhos. O Gabriel de 1 aninho ainda não entende muito bem mas já sabe que as "caixas" de presente são muito legais para brincar (como toda criança dessa idade ele acha que as caixas são mais legais do que os brinquedos). O Alexandre do "alto" dos seus cinco anos já sabe o que é o Dia das Crianças e fica radiante em poder escolher um presente bem legal.
Hoje entendo o que minha mãe sentia quando me via abrir aquele presente que eu desejava. É muito gratificante ver o seu filho rasgar o papel de presente e se deparar com o "escolhido". Os olhinhos brilham e o pedido de abre mãe e me ajuda a brincar me trazem a lembrança as minhas próprias sensações.
Lembro do último Dia das Crianças do Alexandre. Ele me pediu a Montanha do T-Rex, um brinquedo caríssimo mas que compramos com muito amor. Na noite do dia 11/10, meu marido que não aguenta esperar datas entregou o presente a ele (contra minha vontade) e a cara dele de "... não acredito..." foi ótima... mas o brinquedo vem todo desmontado e meu pequeno Xande foi dormir pois não aguentou esperar a montagem. Eu e Alex passamos parte da madrugada tentando montar a bendita montanha e conseguimos. Alexandre acordou às 6 horas da manhã para ver seu brinquedo montado e até hoje brinca com ele.
Tenho uma amiga no condomínio onde moro que adora organizar festas para as crianças, seja qual for o motivo (festa junina, dia das crianças, natal...... ela ainda não inventou nada para Páscoa mas não vou me surpreender se isso acontecer) ela já começa a "mirabolar" os preparativos da festa. Parabenizo a Patrícia pela disposição.... é cansativo demais e dá muita dor de cabeça, mas é engraçado que vejo no rosto dela ao final da festa esse mesmo brilho de uma criança ao abrir o presente...
Enfim, as pessoas dizem (meu marido é uma delas) que essas datas são apenas para alavancar o comércio.... pode até ser, mas eu vejo como uma maneira de reunir a família, o presente não precisa ser caro mas o carinho deve ser imenso. É bom demais ter datas para comemorar.... seja aniversário de casamento, dia das mães, dia dos pais, das crianças, festa junina, natal e outras tantas. Parece que nesses dias temos obrigação de sermos felizes.
Espero que o próximo dia 12 de outubro seja ótimo para todos.... e nesse ano vou esconder o presente do meu marido... quando o Alexandre acordar a pista do Speed Racer estará lá aos pés da cama... assim como fazia a minha querida mãe.
Um beijo a todos.....
Sandra
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