Dei esse nome ao título do meu post como uma “homenagem” ao meu marido.
Hoje eu resolvi escrever sobre um tema que para alguns já é conhecido: A Formatura do Jardim de Infância. O Alexandre se “formou” ontem dia 09/12 e segundo o meu marido isso tudo é uma grande palhaçada apesar de ter achado tudo muito bonito, mas não penso assim. Ele não teve quando criança mas eu tive a minha formatura com beca e festa depois.
Quando vejo as fotos tenho uma leve recordação daquele dia, afinal eu só tinha 5 anos. O que mais ficou marcado nas minhas lembranças foi a minha mãe sentada na platéia, batendo palmas e fazendo sinais de como eu estava linda. É verdade que aquilo tudo não tinha muito sentido para mim mas para os meus pais era um evento a ser guardado com muitas fotos.
Eu até concordo que escola inventa de tudo um pouco para arrecadar um pouco mais, mas acho que não é só isso. É muito gratificante ver seu filho participando de um evento que ele levou meses treinando e agora está ali, em um palco, mostrando “tudo”o que aprendeu.
É uma maneira muito boa de participar da vida escolar ao invés de simplesmente ficarmos atentos aos trabalhos de casa e as atividades extracurriculares.
Quando eu vi o Alexandre cantando o Hino Nacional inteirinho, sem errar como muitos de nós fazemos, fiquei muito emocionada (inclusive levei a filmadora mas a emoção foi tanta que esqueci de apertar o botão REC.... rsrsrsrs). O meu filho de 6 anos sabia o Hino. Além disso foram várias outras emoções. Eles cantaram várias músicas entre elas uma chamada Planeta Sonho que é LINDA !!
Teve também a apresentação de um clipe deles mostrando as fotos dos diversos eventos realizados durante o ano e que os pais não participam. Todos os amigos juntos.... ao som de “Amigos para Sempre”. Foi emocionante !
A coordenadora falou uma coisa que me fez pensar. Esse diploma não vale de nada no mercado de trabalho mas na vida representa o final de uma etapa. Agora acabou a moleza.... ficou “sério”.... tem prova, avaliação, ou seja agora tem que ter responsabilidade. Não basta ir para escola, brincar, comer merenda e fazer atividades. Agora tem que prestar atenção !!
Me deu um orgulho absurdo ver o meu filho completar aquela etapa. Não sei se é porque tenho uma história diferente. Minha mãe morreu antes mesmo da minha formatura do 2° Grau e na verdade, “aquela” formatura aos 5 anos de idade foi a única que ela viu.
Parece bobagem mas às vezes penso como temos que dar mais valor aos pequenos atos de nossos filhos, eu também deixo passar muita coisa. As etapas passam rápido, mais rápido do que conseguimos registrar.
Não sou perfeita, grito com eles, brigo, coloco de castigo.... mas faz parte. O não é um sinal de amor também. Fazemos tudo isso mas lá dentro do nosso coração nos enchemos de orgulho com qualquer coisa que nossos filhos façam. São parte de nós e merecem nossa especial atenção.
Amo demais os meus filhos e apesar do Jardim III – A Grande Palhaçada ser mais um evento “desnecessário” (inclusive quem já viu o desenho dos Incríveis vai lembrar de uma parte onde pai e mãe discutem sobre a formatura do “Flecha”), eu AMEI ver o meu filho “cumprir” com muito mérito mais uma etapa e sabendo ler o que estava escrito no diploma ( o que é diploma pai ?? rsrsrsrs)
Até a próxima !!
Mensagem
Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O Aniversário
Bom dia... já tem um tempo que não escrevo mas alguns probleminhas com as benditas ites me mantiveram ocupada, mas agora resolvi escrever sobre um evento que considero um dos mais legais de serem comemorados: o aniversário dos filhos.
O Alexandre fez 6 anos agora em novembro e todo esse processo de comprar as coisas da festa, pensar no que fazer e se vai dar tudo certo me deixam extremamente feliz, mas também MUITO estressada. O tema da festa parecia ser fácil mas era tão fácil que ficou difícil encontrar os itens.... rsrsrsrs....quem é mãe de menino vai conhecer muito bem este tema: BEN 10
Esse ano não fizemos festa para o Xande em Casa de Festas mas fizemos um bolo em casa e ele nos pediu uma viagem para Buzios (queria ir para o Beach Park em Fortaleza.... mas o convencemos de que esse ano não dava.... rsrsrs). A minha amiga Patrícia (aquela de quem sempre falo que ADORA organizar eventos festivos) foi a minha companheira, ou melhor mentora, na busca dos itens Ben 10.
Dentro do possível conseguimos as coisas que queríamos para montar a festa. Guardei tudo para no dia da festa a Patrícia montar (eu não me atrevi a montar nada pois a minha criatividade está perto de zero). Mas como tudo para mim costuma ser muito "fácil", na madrugada que antecedeu a festa desabou um temporal..... acordei às 03:30 e não dormi mais pensando como faria a festa mas no final deu tudo certo.
O melhor da festa é ver a expectativa no rosto do nosso filho.... como é delicioso ver a ansiedade pelos presentes, pelo parabéns, por receber os amigos e pelos famosos brigadeiros. Confesso que não consigo relaxar até que tudo acabe mas gosto de fazer. Todo ano falo que não vou fazer mais nada mas quando acaba a festa já penso no próximo ano.
O Alexandre teve sua festa dividida em três partes: escola, casa e viagem. Ele ficou muito feliz apesar de termos feito tudo bem simples e escolheu dois temas: Pica Pau para escola e Ben 10 para casa. Quando percebo isso entendo que a Casa de Festas é um luxo bem legal que as crianças curtem muito mas que na verdade para eles basta uma coisa simples. O que querem é brincar, ganhar presentes e comer brigadeiro. Isso basta para deixá-los felizes mas como pais temos àquela vontade de fazer o melhor, de contratar um big Casa de Festas com os melhores animadores. Isso nos faz bem e lógico as crianças também adoram.... mas se não for assim eles não vão entrar em "depressão".... rsrsrs
Às vezes a festa tem tanta coisa que eles mal conseguem aproveitar tudo. Tiro isso como exemplo pelo aniversário do meu mais novo, o Gabriel que fez 1 ano, e que foi comemorado em uma Casa de Festas bem legal, o Alexandre só quis ficar no videogame e no final da festa "não brincou com ninguém"... ou melhor não interagiu, enquanto que na festa dele, ele se acabou de tanto brincar... pique alto, esconde-esconde, bolinha de sabão e por aí vai, além do famoso “Com quem será ?” na hora do parabéns.
É claro que se eu puder todos os anos vou fazer em uma Casa de Festas...é melhor para mim como mãe que acabo não tendo trabalho nenhum.... vou de convidada, mas vejo que as festas ao modo antigo tal como as que minha mãe fazia para mim ainda tem um gostinho muito especial.
Lembro que na semana do meu aniversário minha avó começava a preparar os salgadinho e no dia anterior minha mãe, minha avó e eu... isso mesmo EU, enrolávamos os docinhos. Era ótimo.... eu era "responsável" por passar o granulado e ainda podia raspar o prato depois.... que delícia. Acordava no dia do aniversário ao som do Parabéns da Xuxa e muitos beijos... além da velha tradição do tão esperado presente no pé da cama. Eram festas simples mas que ficaram gravadas na minha memória como dias muito felizes.
Era um dia onde eu, minha mãe e minha avó tínhamos preparado tudo... era só receber as minhas amigas e enfiá-las todas dentro do meu minúsculo quarto e curtir o aniversário. Era muito bom !!!
Sinto saudades dessa época onde a magia da festa do aniversário estava em preparar tudo e esperar a melhor hora, e não na quantidade de brinquedos que a Casa de Festas pode oferecer.
Confesso novamente que a última opção é a mais cômoda e a menos estressante mas nada tira o glamour de ter as mãos sujas de brigadeiro, guardar em cima da geladeira e esperar o dia do aniversário.... quem sabe um dia vou ter a paciência que minha teve ao me deixar sujar a casa com o granulado sem ficar com uma vassoura atrás de mim !!!!!
Beijos
O Alexandre fez 6 anos agora em novembro e todo esse processo de comprar as coisas da festa, pensar no que fazer e se vai dar tudo certo me deixam extremamente feliz, mas também MUITO estressada. O tema da festa parecia ser fácil mas era tão fácil que ficou difícil encontrar os itens.... rsrsrsrs....quem é mãe de menino vai conhecer muito bem este tema: BEN 10
Esse ano não fizemos festa para o Xande em Casa de Festas mas fizemos um bolo em casa e ele nos pediu uma viagem para Buzios (queria ir para o Beach Park em Fortaleza.... mas o convencemos de que esse ano não dava.... rsrsrs). A minha amiga Patrícia (aquela de quem sempre falo que ADORA organizar eventos festivos) foi a minha companheira, ou melhor mentora, na busca dos itens Ben 10.
Dentro do possível conseguimos as coisas que queríamos para montar a festa. Guardei tudo para no dia da festa a Patrícia montar (eu não me atrevi a montar nada pois a minha criatividade está perto de zero). Mas como tudo para mim costuma ser muito "fácil", na madrugada que antecedeu a festa desabou um temporal..... acordei às 03:30 e não dormi mais pensando como faria a festa mas no final deu tudo certo.
O melhor da festa é ver a expectativa no rosto do nosso filho.... como é delicioso ver a ansiedade pelos presentes, pelo parabéns, por receber os amigos e pelos famosos brigadeiros. Confesso que não consigo relaxar até que tudo acabe mas gosto de fazer. Todo ano falo que não vou fazer mais nada mas quando acaba a festa já penso no próximo ano.
O Alexandre teve sua festa dividida em três partes: escola, casa e viagem. Ele ficou muito feliz apesar de termos feito tudo bem simples e escolheu dois temas: Pica Pau para escola e Ben 10 para casa. Quando percebo isso entendo que a Casa de Festas é um luxo bem legal que as crianças curtem muito mas que na verdade para eles basta uma coisa simples. O que querem é brincar, ganhar presentes e comer brigadeiro. Isso basta para deixá-los felizes mas como pais temos àquela vontade de fazer o melhor, de contratar um big Casa de Festas com os melhores animadores. Isso nos faz bem e lógico as crianças também adoram.... mas se não for assim eles não vão entrar em "depressão".... rsrsrs
Às vezes a festa tem tanta coisa que eles mal conseguem aproveitar tudo. Tiro isso como exemplo pelo aniversário do meu mais novo, o Gabriel que fez 1 ano, e que foi comemorado em uma Casa de Festas bem legal, o Alexandre só quis ficar no videogame e no final da festa "não brincou com ninguém"... ou melhor não interagiu, enquanto que na festa dele, ele se acabou de tanto brincar... pique alto, esconde-esconde, bolinha de sabão e por aí vai, além do famoso “Com quem será ?” na hora do parabéns.
É claro que se eu puder todos os anos vou fazer em uma Casa de Festas...é melhor para mim como mãe que acabo não tendo trabalho nenhum.... vou de convidada, mas vejo que as festas ao modo antigo tal como as que minha mãe fazia para mim ainda tem um gostinho muito especial.
Lembro que na semana do meu aniversário minha avó começava a preparar os salgadinho e no dia anterior minha mãe, minha avó e eu... isso mesmo EU, enrolávamos os docinhos. Era ótimo.... eu era "responsável" por passar o granulado e ainda podia raspar o prato depois.... que delícia. Acordava no dia do aniversário ao som do Parabéns da Xuxa e muitos beijos... além da velha tradição do tão esperado presente no pé da cama. Eram festas simples mas que ficaram gravadas na minha memória como dias muito felizes.
Era um dia onde eu, minha mãe e minha avó tínhamos preparado tudo... era só receber as minhas amigas e enfiá-las todas dentro do meu minúsculo quarto e curtir o aniversário. Era muito bom !!!
Sinto saudades dessa época onde a magia da festa do aniversário estava em preparar tudo e esperar a melhor hora, e não na quantidade de brinquedos que a Casa de Festas pode oferecer.
Confesso novamente que a última opção é a mais cômoda e a menos estressante mas nada tira o glamour de ter as mãos sujas de brigadeiro, guardar em cima da geladeira e esperar o dia do aniversário.... quem sabe um dia vou ter a paciência que minha teve ao me deixar sujar a casa com o granulado sem ficar com uma vassoura atrás de mim !!!!!
Beijos
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
A Catapora
Boa noite.... resolvi escrever sobre um "problema" que vivo neste momento, e desta vez não termina com ite... é a CATAPORA. Uma doença muito falada na minha infância mas que por incrível que pareça eu havia "esquecido" que ela existia.
Dei ao Alexandre todas as vacinas possíveis e me sentia imune quanto a estes problemas. A sensação que eu tinha é que nós estávamos livres de doenças como a catapora, mas ela não nos perdoou e nos fez uma visita.
No domingo passado o Alexandre se queixou de estar com o corpo coçando, mas como estava muito sol e ele estava jogando bola, achei que era o suor que o estava incomodando e sugeri que tomasse um banho, como não quis pedi que tirasse a camisa. Neste momento, percebi uma manchinha bem pequena na barriga e na mesma hora a memória de infância deu o alerta... era a catapora. Diagnóstico feito (mãe acha que fez 7 anos de medicina e "conhece" seu filho.... não adianta) e confirmado pelo pediatra (só para desencargo de consciência), era hora de tomar as devidas providências.
O que me preocupava era o banho de permanganato, o antialérgico, não deixar que ele coçasse as bolhas, mas por incrível que pareça não pensei no lado emocional da doença quando fui pega de surpresa.
Primeiro proibir o Alexandre de brincar com seus amiguinhos, depois evitar contato com seu irmão mais novo além de não levá-lo a escola. Enfim, isolar o meu filhote da sua vida.... parece forte falar isso mas foi assim que o Alexandre se sentiu.
Eu conversei bastante com ele do porque do isolamento quando me veio a pergunta que me doeu MUITO (vocês não têm noção da dor que senti): Mãe, eu vou morrer ?? O que eu tenho é grave ??Fiquei simplesmente chocada com aquele questionamento.... como assim morrer ?? Quis entender o que se passava naquela cabecinha de 5 anos e ele me respondeu: se ninguém pode chegar perto de mim é porque eu estou muito doente.... vc não tem medo de virar estrelinha mãe ?? (é que eu digo para ele que as pessoas que morrem viram estrelinha.... não soube explicar de outra maneira).
Fiquei arrasada (e neste momento as lágrimas me vieram aos olhos....)... expliquei que ele não estava muito doente mas que era preciso ficar longe um pouco dos amigos se não todos ficariam se coçando, mas que logo logo ele estaria brincando novamente, e que eu sou a sua mãe e vou ficar do lado dele SEMPRE, independente da doença, do problema ou do que quer que seja e não tenho medo de virar estrelinha desde que seja para estar ao seu lado.
Pensei muito sobre o que essa catapora vem representando para nós.... ele me vê como sua única amiga no momento... a que não tem medo de estar ao lado dele. Claro que ele sabe que o pai também não tem, mas quem está aqui ao lado dele o dia inteiro sou eu.
Agradeci a Deus por não estar trabalhando neste momento pois posso estar com ele, brincar e ficar ao seu lado. Uma catapora tão fraquinha me fez ver que o coração da criança tem emoções tão fortes como as de um adulto.
Eu amo meu filho demais e me perdoem o texto mas foi uma forma de desabafar esse sentimento doído que fiquei.
Se prestarmos atenção nos nossos filhos perceberemos que são tão frágeis apesar da agitação, das malcriações e de todo o resto.... como dizia minha falecida mãe: quando estamos doentes nada melhor do que colo de mãe.
Um grande beijo !!!
Ah !!! O Alexandre vai poder voltar a sua vida normal no próximo domingo e eu vou perder meu cargo de melhor amiga .... rsrsrsrsrs
Dei ao Alexandre todas as vacinas possíveis e me sentia imune quanto a estes problemas. A sensação que eu tinha é que nós estávamos livres de doenças como a catapora, mas ela não nos perdoou e nos fez uma visita.
No domingo passado o Alexandre se queixou de estar com o corpo coçando, mas como estava muito sol e ele estava jogando bola, achei que era o suor que o estava incomodando e sugeri que tomasse um banho, como não quis pedi que tirasse a camisa. Neste momento, percebi uma manchinha bem pequena na barriga e na mesma hora a memória de infância deu o alerta... era a catapora. Diagnóstico feito (mãe acha que fez 7 anos de medicina e "conhece" seu filho.... não adianta) e confirmado pelo pediatra (só para desencargo de consciência), era hora de tomar as devidas providências.
O que me preocupava era o banho de permanganato, o antialérgico, não deixar que ele coçasse as bolhas, mas por incrível que pareça não pensei no lado emocional da doença quando fui pega de surpresa.
Primeiro proibir o Alexandre de brincar com seus amiguinhos, depois evitar contato com seu irmão mais novo além de não levá-lo a escola. Enfim, isolar o meu filhote da sua vida.... parece forte falar isso mas foi assim que o Alexandre se sentiu.
Eu conversei bastante com ele do porque do isolamento quando me veio a pergunta que me doeu MUITO (vocês não têm noção da dor que senti): Mãe, eu vou morrer ?? O que eu tenho é grave ??Fiquei simplesmente chocada com aquele questionamento.... como assim morrer ?? Quis entender o que se passava naquela cabecinha de 5 anos e ele me respondeu: se ninguém pode chegar perto de mim é porque eu estou muito doente.... vc não tem medo de virar estrelinha mãe ?? (é que eu digo para ele que as pessoas que morrem viram estrelinha.... não soube explicar de outra maneira).
Fiquei arrasada (e neste momento as lágrimas me vieram aos olhos....)... expliquei que ele não estava muito doente mas que era preciso ficar longe um pouco dos amigos se não todos ficariam se coçando, mas que logo logo ele estaria brincando novamente, e que eu sou a sua mãe e vou ficar do lado dele SEMPRE, independente da doença, do problema ou do que quer que seja e não tenho medo de virar estrelinha desde que seja para estar ao seu lado.
Pensei muito sobre o que essa catapora vem representando para nós.... ele me vê como sua única amiga no momento... a que não tem medo de estar ao lado dele. Claro que ele sabe que o pai também não tem, mas quem está aqui ao lado dele o dia inteiro sou eu.
Agradeci a Deus por não estar trabalhando neste momento pois posso estar com ele, brincar e ficar ao seu lado. Uma catapora tão fraquinha me fez ver que o coração da criança tem emoções tão fortes como as de um adulto.
Eu amo meu filho demais e me perdoem o texto mas foi uma forma de desabafar esse sentimento doído que fiquei.
Se prestarmos atenção nos nossos filhos perceberemos que são tão frágeis apesar da agitação, das malcriações e de todo o resto.... como dizia minha falecida mãe: quando estamos doentes nada melhor do que colo de mãe.
Um grande beijo !!!
Ah !!! O Alexandre vai poder voltar a sua vida normal no próximo domingo e eu vou perder meu cargo de melhor amiga .... rsrsrsrsrs
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Minha casa
Boa tarde, já faz um tempo que não escrevo.... as ites ainda me atormentam.
Eu resolvi escrever sobre a minha casa, nada demais, mas é engraçado como a cara dela muda depois que temos filhos. Antes eu tinha vários objetos quebráveis, tapete na sala, CDs na estante e a casa estava sempre impecável, paredes limpas.... linda e cheirosa. Meu sofá era lindo...rsrsrs. E eu era uma daquelas pessoas que dizia: eu não vou tirar nada do lugar quando meus filhos nascerem... vão ter que aprender a não mexer (hahahaha).
Há quase seis anos atrás tudo mudou com a chegada do Xande. Eu continuei com a minha tese no início... é lógico ele não engatinhava ainda.... mas com o passar dos meses percebi que era fundamental que algumas coisas mudassem de lugar. E como toda mãe que paga pela língua, troquei os móveis de posição, tirei tapetes, coloquei os CDs em uma caixa, e assim por diante.
Aos poucos minha sala foi tomando outro formato.... havia uma caixa de brinquedos embaixo da escada, alguns carrinhos na varanda e mais alguns brinquedos que surgiam nos lugares mais inusitados.
(Falando nisso lembrei de um episódio engraçado: o Alexandre tinha dois anos e estava um calor absurdo e ele tinha um travesseirinho que chamava de neném. Ele sempre dormia com ele... quando foi à noite e fui colocá-lo para dormir perguntei sobre o neném... onde ele havia colocado. E tive uma surpresa.... ele me disse que guardou na geladeira para ficar geladinho na hora de mimi... pois é... minha geladeira virou ar condicionado de brinquedo... rsrsrs)
Voltando ao assunto.... minha casa parecia um parque durante o dia. No começo quis determinar lugar para ele brincar, mas como minha casa é de dois andares e o quarto dele fica na parte de cima, mudei de idéia depois que ele disse que tinha medo de ficar sozinho.... entendi porque eu também tinha medo e é horrível quando alguém nos diz que isso é bobagem...
Os anos foram passando e o Xande foi crescendo e minha casa foi voltando a ter um formato mais clean, sem brinquedos espalhados pela casa pois o Xande já se resumia ao quarto dele. Meus Cds voltaram para estante, os tapetes puderam ser recolocados e por aí vai.
Ano passado, tudo mudou novamente... chegou o Gabriel e a casa passou por uma nova readaptação. Novos brinquedos espalhados, dessa vez em dose dupla, porque o Alexandre também brinca com ele.
Fora as piscinas que compramos, as bolas, os carrinhos, tudo dobrado. Inclusive tenho uma amiga que perdeu sua área de casa porque praticamente instalou um parque aquático em casa... tudo bem que ela não sabia que a piscina era enorme, mas agora o parque aquático já está lá e estamos só esperando o convite para nos refrescarmos do calor.... rsrsrs
Mas apesar de tudo que relatei acima, ADORO ver minha casa com os brinquedos, tem outro ar uma casa com crianças, tem mais vida, é alegre... e é bom demais ver meus filhotes se esbaldando com os brinquedos. As paredes "brancas" já não conseguem mais ser brancas, mas passei a ver essa etapa como uma fase que realmente passa e não adianta se estressar.... vai passar.
Com tudo o que acontece no mundo de hoje, poder ver meus filhos saudáveis e brincando felizes compensa qualquer vontade de ter uma casa de novela impecavelmente arrumada. Esse dia vai chegar quando eles ficarem adolescentes e começarem a "ir embora" viver suas vidas.... e quando esse dia chegar tenho certeza que vou pensar: Ai que saudade daqueles brinquedos espalhados pela casa....
Finalizando, quem quiser vir na minha casa que se diverta no parque ou então tome outro rumo !!!!
Mil beijos
Eu resolvi escrever sobre a minha casa, nada demais, mas é engraçado como a cara dela muda depois que temos filhos. Antes eu tinha vários objetos quebráveis, tapete na sala, CDs na estante e a casa estava sempre impecável, paredes limpas.... linda e cheirosa. Meu sofá era lindo...rsrsrs. E eu era uma daquelas pessoas que dizia: eu não vou tirar nada do lugar quando meus filhos nascerem... vão ter que aprender a não mexer (hahahaha).
Há quase seis anos atrás tudo mudou com a chegada do Xande. Eu continuei com a minha tese no início... é lógico ele não engatinhava ainda.... mas com o passar dos meses percebi que era fundamental que algumas coisas mudassem de lugar. E como toda mãe que paga pela língua, troquei os móveis de posição, tirei tapetes, coloquei os CDs em uma caixa, e assim por diante.
Aos poucos minha sala foi tomando outro formato.... havia uma caixa de brinquedos embaixo da escada, alguns carrinhos na varanda e mais alguns brinquedos que surgiam nos lugares mais inusitados.
(Falando nisso lembrei de um episódio engraçado: o Alexandre tinha dois anos e estava um calor absurdo e ele tinha um travesseirinho que chamava de neném. Ele sempre dormia com ele... quando foi à noite e fui colocá-lo para dormir perguntei sobre o neném... onde ele havia colocado. E tive uma surpresa.... ele me disse que guardou na geladeira para ficar geladinho na hora de mimi... pois é... minha geladeira virou ar condicionado de brinquedo... rsrsrs)
Voltando ao assunto.... minha casa parecia um parque durante o dia. No começo quis determinar lugar para ele brincar, mas como minha casa é de dois andares e o quarto dele fica na parte de cima, mudei de idéia depois que ele disse que tinha medo de ficar sozinho.... entendi porque eu também tinha medo e é horrível quando alguém nos diz que isso é bobagem...
Os anos foram passando e o Xande foi crescendo e minha casa foi voltando a ter um formato mais clean, sem brinquedos espalhados pela casa pois o Xande já se resumia ao quarto dele. Meus Cds voltaram para estante, os tapetes puderam ser recolocados e por aí vai.
Ano passado, tudo mudou novamente... chegou o Gabriel e a casa passou por uma nova readaptação. Novos brinquedos espalhados, dessa vez em dose dupla, porque o Alexandre também brinca com ele.
Fora as piscinas que compramos, as bolas, os carrinhos, tudo dobrado. Inclusive tenho uma amiga que perdeu sua área de casa porque praticamente instalou um parque aquático em casa... tudo bem que ela não sabia que a piscina era enorme, mas agora o parque aquático já está lá e estamos só esperando o convite para nos refrescarmos do calor.... rsrsrs
Mas apesar de tudo que relatei acima, ADORO ver minha casa com os brinquedos, tem outro ar uma casa com crianças, tem mais vida, é alegre... e é bom demais ver meus filhotes se esbaldando com os brinquedos. As paredes "brancas" já não conseguem mais ser brancas, mas passei a ver essa etapa como uma fase que realmente passa e não adianta se estressar.... vai passar.
Com tudo o que acontece no mundo de hoje, poder ver meus filhos saudáveis e brincando felizes compensa qualquer vontade de ter uma casa de novela impecavelmente arrumada. Esse dia vai chegar quando eles ficarem adolescentes e começarem a "ir embora" viver suas vidas.... e quando esse dia chegar tenho certeza que vou pensar: Ai que saudade daqueles brinquedos espalhados pela casa....
Finalizando, quem quiser vir na minha casa que se diverta no parque ou então tome outro rumo !!!!
Mil beijos
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Dia das Crianças
Boa noite... já tem um tempo que não escrevo mas com essas mudanças loucas no clima acabei ficando submersa nas ites dos meus filhos.
Resolvi escrever sobre o Dia das Crianças... era um dos dias mais esperados na minha infância, assim como meu aniversário e o Natal. Sabia que essa data me proporcionava brinquedos novos e me "dava" o direito de fazer o que eu quisesse. Era o DIA DAS CRIANÇAS !!! Era o MEU dia ! E realmente era magnífico.
Eu me lembro que no dia 11/10 eu queria dormir cedo porque sabia que quando acordasse meu presente estaria aos pés da cama e essa sensação era maravilhosa. Minha mãe tornava o dia 12/10 especial. Tinha a surpresa do presente, o passeio e as "porcarias" para comer estavam liberadas. Sempre passava essa data com minhas primas e ficava muito feliz.
Hoje tento recriar esse momento para os meus dois filhos. O Gabriel de 1 aninho ainda não entende muito bem mas já sabe que as "caixas" de presente são muito legais para brincar (como toda criança dessa idade ele acha que as caixas são mais legais do que os brinquedos). O Alexandre do "alto" dos seus cinco anos já sabe o que é o Dia das Crianças e fica radiante em poder escolher um presente bem legal.
Hoje entendo o que minha mãe sentia quando me via abrir aquele presente que eu desejava. É muito gratificante ver o seu filho rasgar o papel de presente e se deparar com o "escolhido". Os olhinhos brilham e o pedido de abre mãe e me ajuda a brincar me trazem a lembrança as minhas próprias sensações.
Lembro do último Dia das Crianças do Alexandre. Ele me pediu a Montanha do T-Rex, um brinquedo caríssimo mas que compramos com muito amor. Na noite do dia 11/10, meu marido que não aguenta esperar datas entregou o presente a ele (contra minha vontade) e a cara dele de "... não acredito..." foi ótima... mas o brinquedo vem todo desmontado e meu pequeno Xande foi dormir pois não aguentou esperar a montagem. Eu e Alex passamos parte da madrugada tentando montar a bendita montanha e conseguimos. Alexandre acordou às 6 horas da manhã para ver seu brinquedo montado e até hoje brinca com ele.
Tenho uma amiga no condomínio onde moro que adora organizar festas para as crianças, seja qual for o motivo (festa junina, dia das crianças, natal...... ela ainda não inventou nada para Páscoa mas não vou me surpreender se isso acontecer) ela já começa a "mirabolar" os preparativos da festa. Parabenizo a Patrícia pela disposição.... é cansativo demais e dá muita dor de cabeça, mas é engraçado que vejo no rosto dela ao final da festa esse mesmo brilho de uma criança ao abrir o presente...
Enfim, as pessoas dizem (meu marido é uma delas) que essas datas são apenas para alavancar o comércio.... pode até ser, mas eu vejo como uma maneira de reunir a família, o presente não precisa ser caro mas o carinho deve ser imenso. É bom demais ter datas para comemorar.... seja aniversário de casamento, dia das mães, dia dos pais, das crianças, festa junina, natal e outras tantas. Parece que nesses dias temos obrigação de sermos felizes.
Espero que o próximo dia 12 de outubro seja ótimo para todos.... e nesse ano vou esconder o presente do meu marido... quando o Alexandre acordar a pista do Speed Racer estará lá aos pés da cama... assim como fazia a minha querida mãe.
Um beijo a todos.....
Sandra
Resolvi escrever sobre o Dia das Crianças... era um dos dias mais esperados na minha infância, assim como meu aniversário e o Natal. Sabia que essa data me proporcionava brinquedos novos e me "dava" o direito de fazer o que eu quisesse. Era o DIA DAS CRIANÇAS !!! Era o MEU dia ! E realmente era magnífico.
Eu me lembro que no dia 11/10 eu queria dormir cedo porque sabia que quando acordasse meu presente estaria aos pés da cama e essa sensação era maravilhosa. Minha mãe tornava o dia 12/10 especial. Tinha a surpresa do presente, o passeio e as "porcarias" para comer estavam liberadas. Sempre passava essa data com minhas primas e ficava muito feliz.
Hoje tento recriar esse momento para os meus dois filhos. O Gabriel de 1 aninho ainda não entende muito bem mas já sabe que as "caixas" de presente são muito legais para brincar (como toda criança dessa idade ele acha que as caixas são mais legais do que os brinquedos). O Alexandre do "alto" dos seus cinco anos já sabe o que é o Dia das Crianças e fica radiante em poder escolher um presente bem legal.
Hoje entendo o que minha mãe sentia quando me via abrir aquele presente que eu desejava. É muito gratificante ver o seu filho rasgar o papel de presente e se deparar com o "escolhido". Os olhinhos brilham e o pedido de abre mãe e me ajuda a brincar me trazem a lembrança as minhas próprias sensações.
Lembro do último Dia das Crianças do Alexandre. Ele me pediu a Montanha do T-Rex, um brinquedo caríssimo mas que compramos com muito amor. Na noite do dia 11/10, meu marido que não aguenta esperar datas entregou o presente a ele (contra minha vontade) e a cara dele de "... não acredito..." foi ótima... mas o brinquedo vem todo desmontado e meu pequeno Xande foi dormir pois não aguentou esperar a montagem. Eu e Alex passamos parte da madrugada tentando montar a bendita montanha e conseguimos. Alexandre acordou às 6 horas da manhã para ver seu brinquedo montado e até hoje brinca com ele.
Tenho uma amiga no condomínio onde moro que adora organizar festas para as crianças, seja qual for o motivo (festa junina, dia das crianças, natal...... ela ainda não inventou nada para Páscoa mas não vou me surpreender se isso acontecer) ela já começa a "mirabolar" os preparativos da festa. Parabenizo a Patrícia pela disposição.... é cansativo demais e dá muita dor de cabeça, mas é engraçado que vejo no rosto dela ao final da festa esse mesmo brilho de uma criança ao abrir o presente...
Enfim, as pessoas dizem (meu marido é uma delas) que essas datas são apenas para alavancar o comércio.... pode até ser, mas eu vejo como uma maneira de reunir a família, o presente não precisa ser caro mas o carinho deve ser imenso. É bom demais ter datas para comemorar.... seja aniversário de casamento, dia das mães, dia dos pais, das crianças, festa junina, natal e outras tantas. Parece que nesses dias temos obrigação de sermos felizes.
Espero que o próximo dia 12 de outubro seja ótimo para todos.... e nesse ano vou esconder o presente do meu marido... quando o Alexandre acordar a pista do Speed Racer estará lá aos pés da cama... assim como fazia a minha querida mãe.
Um beijo a todos.....
Sandra
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Mãe de menino
Sempre achei que seria mãe de meninas.... me imaginava brincando com bonecas, comprando todas as Barbies e aqueles inúmeros acessórios de boneca que minha mãe nunca teve dinheiro para comprar. Pensava nas saias, sapatinhos, laços, penteados e nas aulas de ballet. Pensei nisso até me casar.
Quando engravidei tinha esperança que fosse menina mas o meu instinto de mãe dizia que estava vindo um menino. Bingo ! A ultrassonografia comprovou aquilo que eu já esperava.... na hora fiquei feliz porque apesar de querer uma menina, a minha preocupação era que o bebê nascesse bem. Meu marido ficou em êxtase... um menino... poderiam jogar bola, torcer pelo mengão, jogar botão e etc...
Quando cheguei em casa foi que me caiu a ficha. Do que eu iria brincar com um menino... de carrinho ? Que saco ! Jogar bola ? Ver futebol ? Naquele momento senti um pouco de ciúme do meu marido. Afinal havia ganhado um amigão. E eu ?? Como ficaria nessa história ??
E os lacinhos ? As Barbies ? Bom resolvi deixar as MINHAS idéias de lado e pensar no que seria ser mãe de menino.
Alexandre nasceu no dia 19/11/2002 e foi o dia mais feliz da minha vida. Passada a fase de bebê acabei descobrindo que ser mãe de menino era muito legal. Ele nunca foi uma criança calma.... era o meu "terrorista".
Comecei a entrar no mundo Hot Wheels e suas pistas, a conhecer o Max Steel, a gostar de futebol (um pouquinho pelo menos), a conhecer todos os dinossauros e aprendi a jogar videogame (aprendi mesmo.... sei tudo sobre ps2). Descobri enfim que o mundo dos meninos também é muito legal e que seus brinquedos são bem mais divertidos que os das meninas. Hoje sou fã do Ben 10 e quero tanto os bonecos quanto ele...
Meninos são fabulosos e hoje entendo um pouco do meu marido. Para eles tá tudo bem... se a cama está desarrumada, qual o problema ? Se a roupa está suja, deixa para lá... o importante é brincar. Realmente levam a vida de uma maneira mais leve.
Sabemos que homens odeiam a famosa DR (discutir relação) e percebo que isso vem de berço. Quando vou dar bronca no Alexandre percebo que ele quer que eu seja direta, sem necessidade daquelas mil explicações que nós mulheres precisamos dar. Ele tem paciência para cinco minutos de bronca, depois já é um saco.
Hoje sei como lidar com ele. Explico o que quero e ponto final. Parece que entende melhor. Claro que às vezes meu "lado mulher" fala mais alto e dou bronca por meia hora seguida. Ele quer fugir mas eu falo sem parar (rsrsrs).
Outra surpresa que tive foi que o menino é MUITO amigo da mãe. Acho que até por sermos de sexo oposto existe uma "atração" inexplicável. Brigamos muito mas percebo que sou sua melhor amiga... Quando estou triste ele vem me consolar, me beija, faz cafuné.... é bom demais.
Quando engravidei novamente, torci para que fosse menino. Fui abençoada e Deus me deu o Gabriel.... outro bagunceiro.... diferente do irmão já que é um virginiano sistemático.... As delícias do mundo masculino voltaram a me rodear... e agora acho bem melhor jogar videogame do que brincar de Barbie...
As Barbies ficaram para próxima geração e para as minhas três afilhadas. Quem sabe terei netas ?? Enquanto isso vou jogando videogame...
Um beijo enorme !!!!
Sandra
Quando engravidei tinha esperança que fosse menina mas o meu instinto de mãe dizia que estava vindo um menino. Bingo ! A ultrassonografia comprovou aquilo que eu já esperava.... na hora fiquei feliz porque apesar de querer uma menina, a minha preocupação era que o bebê nascesse bem. Meu marido ficou em êxtase... um menino... poderiam jogar bola, torcer pelo mengão, jogar botão e etc...
Quando cheguei em casa foi que me caiu a ficha. Do que eu iria brincar com um menino... de carrinho ? Que saco ! Jogar bola ? Ver futebol ? Naquele momento senti um pouco de ciúme do meu marido. Afinal havia ganhado um amigão. E eu ?? Como ficaria nessa história ??
E os lacinhos ? As Barbies ? Bom resolvi deixar as MINHAS idéias de lado e pensar no que seria ser mãe de menino.
Alexandre nasceu no dia 19/11/2002 e foi o dia mais feliz da minha vida. Passada a fase de bebê acabei descobrindo que ser mãe de menino era muito legal. Ele nunca foi uma criança calma.... era o meu "terrorista".
Comecei a entrar no mundo Hot Wheels e suas pistas, a conhecer o Max Steel, a gostar de futebol (um pouquinho pelo menos), a conhecer todos os dinossauros e aprendi a jogar videogame (aprendi mesmo.... sei tudo sobre ps2). Descobri enfim que o mundo dos meninos também é muito legal e que seus brinquedos são bem mais divertidos que os das meninas. Hoje sou fã do Ben 10 e quero tanto os bonecos quanto ele...
Meninos são fabulosos e hoje entendo um pouco do meu marido. Para eles tá tudo bem... se a cama está desarrumada, qual o problema ? Se a roupa está suja, deixa para lá... o importante é brincar. Realmente levam a vida de uma maneira mais leve.
Sabemos que homens odeiam a famosa DR (discutir relação) e percebo que isso vem de berço. Quando vou dar bronca no Alexandre percebo que ele quer que eu seja direta, sem necessidade daquelas mil explicações que nós mulheres precisamos dar. Ele tem paciência para cinco minutos de bronca, depois já é um saco.
Hoje sei como lidar com ele. Explico o que quero e ponto final. Parece que entende melhor. Claro que às vezes meu "lado mulher" fala mais alto e dou bronca por meia hora seguida. Ele quer fugir mas eu falo sem parar (rsrsrs).
Outra surpresa que tive foi que o menino é MUITO amigo da mãe. Acho que até por sermos de sexo oposto existe uma "atração" inexplicável. Brigamos muito mas percebo que sou sua melhor amiga... Quando estou triste ele vem me consolar, me beija, faz cafuné.... é bom demais.
Quando engravidei novamente, torci para que fosse menino. Fui abençoada e Deus me deu o Gabriel.... outro bagunceiro.... diferente do irmão já que é um virginiano sistemático.... As delícias do mundo masculino voltaram a me rodear... e agora acho bem melhor jogar videogame do que brincar de Barbie...
As Barbies ficaram para próxima geração e para as minhas três afilhadas. Quem sabe terei netas ?? Enquanto isso vou jogando videogame...
Um beijo enorme !!!!
Sandra
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
O inverno - Crises de bronquite
É inacreditável mas basta surgir um ventinho diferente (daquele tipo que as pessoas até gostam) que meu filho mais velho espirra. As vezes até procuro cadê o bendito ventinho.... mas pode contar que vem frente fria por aí.... o nariz dele não falha.
Essas crises de rinite, bronquite, sinusite e outras ites irritantes são uma constante na minha vida. A primeira ite foi aos 4 meses... uma bronqueolite. Nunca tinha ouvido falar... conhecia a bronquite mas essa ite era diferente. O médico me acalmou e disse que isso necessariamente não se tornaria uma bronquite.... conclusão: a bronquite veio com toda sua fúria e eu mudei de médico.
Posso dizer que desde que o Alexandre nasceu tenho horror ao outono e ao inverno. Não posso programar nada. Parece que é de sacanagem.... (eu sei que não é).... é só eu falar que vamos em algum lugar que o Xande espirra. Procuro agora falar em códigos para que o vento não me escute e o nariz do Alexandre não se manifeste.
Mas falando sério... essas ites são um sofrimento na minha vida. Conheço todos os antibióticos possíveis.... vários tipos de nebulizadores (a crise do Alexandre era tão violenta que tínhamos até um nebulizador de carro.... aposto que nunca ouviram falar... mas existe !!!).
Quando ele tinha 1 ano e eu encontrava alguns amigos que me perguntavam: E aí, tudo bem ?, eu mentia e respondia que estava tudo ótimo. Imagine só, o Alexandre tinha pelo menos 1 crise a cada 10 dias e se eu dissesse sempre que ele estava passando mal, qualquer dia eu perderia a guarda dele. É óbvio que as pessoas deveriam pensar que mãe descuidada, esse garoto deve ficar largado porque não é possível uma criança passar mal SEMPRE.
Nesse meio tempo me tornei frequentadora assídua do Copa Dor.... fiz amizade com vários médicos e até passei o reveillon na casa de um deles... (é verdade !!!).
Pois é.... além dessas intermináveis noites sem dormir, outro fato ocorreu: meu marido enlouqueceu... é verdade... ele criou algumas manias loucas para evitar que o Alexandre passasse mal. Vou relatar algumas delas pois preciso compartilhar essas neuroses com alguém:
1) levantar pelo menos 3 vezes durante a noite para cobrir o Alexandre
2) levantar outras 3 vezes para descobrir o Alexandre (ele sempre foi muito calorento e quando suava, tussia)
3) ligar o ventilador na exaustão
4) desligar o ventilador (levantava poeira e ele tussia)
5) ligar o ar condicionado para refrescar o quarto
6) desligar o ar condicionado porque o nariz dele ameaçava entrar em pânico
7) dormir
Esse ritual se repetia nesta mesma sequência todos os dias.... e para falar a verdade ainda se repete... com menos frequência pois agora só é necessário durante o outono e o inverno.
Não contente, tive o segundo filho.... rezei muito e o Gabriel não tem bronquite. Mas não pensem que me livrei das ites... o Gabriel nasceu com a única ite que o Alexandre não tem.... a otite. Com isso já se foram 5 crises de otite em 11 meses.
O Alex está desenvolvendo novas neuroses para o Gabriel mas ainda não as colocou totalmente em prática porque estamos no inverno e o Alexandre está em crise de bronquite.
Ainda bem que fechei a fábrica pois era bem provável que o terceiro filho nascesse com alguma ite desconhecida pela medicina.
Sei que meus filhos são crianças privilegiadas e abençoadas pois são perfeitas, graças à Deus, mas afirmo com sabedoria do assunto que as noites de outono e inverno são noites "bem animadas".
Um beijo e até o próximo post !!
Essas crises de rinite, bronquite, sinusite e outras ites irritantes são uma constante na minha vida. A primeira ite foi aos 4 meses... uma bronqueolite. Nunca tinha ouvido falar... conhecia a bronquite mas essa ite era diferente. O médico me acalmou e disse que isso necessariamente não se tornaria uma bronquite.... conclusão: a bronquite veio com toda sua fúria e eu mudei de médico.
Posso dizer que desde que o Alexandre nasceu tenho horror ao outono e ao inverno. Não posso programar nada. Parece que é de sacanagem.... (eu sei que não é).... é só eu falar que vamos em algum lugar que o Xande espirra. Procuro agora falar em códigos para que o vento não me escute e o nariz do Alexandre não se manifeste.
Mas falando sério... essas ites são um sofrimento na minha vida. Conheço todos os antibióticos possíveis.... vários tipos de nebulizadores (a crise do Alexandre era tão violenta que tínhamos até um nebulizador de carro.... aposto que nunca ouviram falar... mas existe !!!).
Quando ele tinha 1 ano e eu encontrava alguns amigos que me perguntavam: E aí, tudo bem ?, eu mentia e respondia que estava tudo ótimo. Imagine só, o Alexandre tinha pelo menos 1 crise a cada 10 dias e se eu dissesse sempre que ele estava passando mal, qualquer dia eu perderia a guarda dele. É óbvio que as pessoas deveriam pensar que mãe descuidada, esse garoto deve ficar largado porque não é possível uma criança passar mal SEMPRE.
Nesse meio tempo me tornei frequentadora assídua do Copa Dor.... fiz amizade com vários médicos e até passei o reveillon na casa de um deles... (é verdade !!!).
Pois é.... além dessas intermináveis noites sem dormir, outro fato ocorreu: meu marido enlouqueceu... é verdade... ele criou algumas manias loucas para evitar que o Alexandre passasse mal. Vou relatar algumas delas pois preciso compartilhar essas neuroses com alguém:
1) levantar pelo menos 3 vezes durante a noite para cobrir o Alexandre
2) levantar outras 3 vezes para descobrir o Alexandre (ele sempre foi muito calorento e quando suava, tussia)
3) ligar o ventilador na exaustão
4) desligar o ventilador (levantava poeira e ele tussia)
5) ligar o ar condicionado para refrescar o quarto
6) desligar o ar condicionado porque o nariz dele ameaçava entrar em pânico
7) dormir
Esse ritual se repetia nesta mesma sequência todos os dias.... e para falar a verdade ainda se repete... com menos frequência pois agora só é necessário durante o outono e o inverno.
Não contente, tive o segundo filho.... rezei muito e o Gabriel não tem bronquite. Mas não pensem que me livrei das ites... o Gabriel nasceu com a única ite que o Alexandre não tem.... a otite. Com isso já se foram 5 crises de otite em 11 meses.
O Alex está desenvolvendo novas neuroses para o Gabriel mas ainda não as colocou totalmente em prática porque estamos no inverno e o Alexandre está em crise de bronquite.
Ainda bem que fechei a fábrica pois era bem provável que o terceiro filho nascesse com alguma ite desconhecida pela medicina.
Sei que meus filhos são crianças privilegiadas e abençoadas pois são perfeitas, graças à Deus, mas afirmo com sabedoria do assunto que as noites de outono e inverno são noites "bem animadas".
Um beijo e até o próximo post !!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
A babá - Ciume
Encontrar a babá ideal é uma odisseia para qualquer mãe.... e eu posso dizer que a minha não foi diferente. Pensei muito no que fazer e onde encontrar uma pessoa de confiança, que amasse meu filho, que fosse dedicada a ele e mais todas aquelas coisas que nós, mamães, queremos. Pois bem... depois de penar na creche (as fases do nariz escorrendo e das inúmeras viroses não acabavam) decidi enfim sair em busca da babá mais do que perfeita.
Foi difícil, mas encontrei uma amiga ! Dei sorte !!! Muita sorte !!!!! Meu Alexandre já vai fazer 6 anos e estou com a minha querida amiga há cinco anos. Ela e um doce com meus filhos. Mas percebo que muitas vezes, depois de conversar com varias pessoas, que cometemos o erro de achar que a baba tem que dar conta de tudo... e não e bem assim !!!
Como mãe não conseguimos dar conta da casa, dos filhos, do marido, do trabalho sem cometer falhas, deslizes e esquecimentos. Mas parece que quando pagamos, temos o direito de acreditar que aquela pessoa e magica.
Cometi esse erro também ! Alguns detalhes me incomodavam.... mas quando via o Alexandre chorar porque a baba ia embora, eu olhava todos aqueles detalhes e via que não eram tão importantes assim. Lógico que sentia ciume pois meu filho chorava quando a baba ia embora e eu chegava em casa do trabalho.... como assim ?? Aquilo era um absurdo !!
Mas aprendi, depois de muito bater a cabeça, a olhar as coisas de um modo positivo. Era bom ver que meu bebe amava aquela pessoa e sentia saudades dela. Isso era um bom sinal.... sinal de que ela era boa para ele pois não há sinceridade maior do que a de uma criança.
Hoje posso afirmar que a baba dos meus filhos e a minha melhor amiga pois entende meus filhos e os ama muito.
Mas cá para nos..... ainda sinto uma pontadinha de ciume !!!
Obs: Meu teclado deve estar em TPM e resolver trocar todos os acentos..... por isso o texto sem alguns acentos !!
Beijos e boa noite
Foi difícil, mas encontrei uma amiga ! Dei sorte !!! Muita sorte !!!!! Meu Alexandre já vai fazer 6 anos e estou com a minha querida amiga há cinco anos. Ela e um doce com meus filhos. Mas percebo que muitas vezes, depois de conversar com varias pessoas, que cometemos o erro de achar que a baba tem que dar conta de tudo... e não e bem assim !!!
Como mãe não conseguimos dar conta da casa, dos filhos, do marido, do trabalho sem cometer falhas, deslizes e esquecimentos. Mas parece que quando pagamos, temos o direito de acreditar que aquela pessoa e magica.
Cometi esse erro também ! Alguns detalhes me incomodavam.... mas quando via o Alexandre chorar porque a baba ia embora, eu olhava todos aqueles detalhes e via que não eram tão importantes assim. Lógico que sentia ciume pois meu filho chorava quando a baba ia embora e eu chegava em casa do trabalho.... como assim ?? Aquilo era um absurdo !!
Mas aprendi, depois de muito bater a cabeça, a olhar as coisas de um modo positivo. Era bom ver que meu bebe amava aquela pessoa e sentia saudades dela. Isso era um bom sinal.... sinal de que ela era boa para ele pois não há sinceridade maior do que a de uma criança.
Hoje posso afirmar que a baba dos meus filhos e a minha melhor amiga pois entende meus filhos e os ama muito.
Mas cá para nos..... ainda sinto uma pontadinha de ciume !!!
Obs: Meu teclado deve estar em TPM e resolver trocar todos os acentos..... por isso o texto sem alguns acentos !!
Beijos e boa noite
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A difícil decisão de parar de trabalhar - Desabafo Parte I
Estranho... mas comecei este blog depois de ter o meu segundo filho e ter decidido que parar de trabalhar por um tempo seria a melhor opção.
A ideia sempre foi muito forte na minha cabeça, o meu primeiro filho, que hoje tem 5 anos, ficou em creche e eu só o via à noite quando o buscava.... isso era muito frustrante... eu sabia que o primeiro dente havia surgido através da agenda da creche... tomou banho... pela agenda.... comeu tudo... pela agenda.... teve febre... pela agenda... andou... pela agenda (?)
E eu me perguntava... porque quis ter filho ? Para entregar nas "mãos" das berçaristas e continuar a me "realizar" profissionalmente... não era justo entregar aquele bebê tão frágil e que dependia de mim para pessoas estranhas...
Foi aí que tudo começou... os inúmeros questionamentos, a vontade de ser mãe em tempo integral, a vontade de ser uma "profissional" reconhecida e realizada sem a culpa de ter "abandonado" meu filho e por aí vai... Até que ponto eu conseguiria conciliar tudo isso ?
Era matematicamente impossível.... como estar ao lado dele 24 horas e ainda assim estar presente nas reuniões de trabalho, apresentações de resultado e cursar um MBA ?
Bem... parece que a vida deu uma "ajuda", se é que posso chamar de ajuda. Meu pequeno Alexandre começou a ter crises violentas de bronquite e tive que me dedicar a ele quase 100%... quase porque eu ainda trabalhava... faltava mais do que trabalhava...
As cobranças no trabalho aumentavam pois ninguém acreditava que uma criança entrasse em crise toda quinta feira (é verdade... toda quinta feira ele passava mal.... ) e que eu precisasse levá-lo sempre a emergência. Nessa época achei que fosse ficar louca pois os questionamentos começaram a pesar mais e minha luta se estendeu por longos 8 meses.
A decisão que tomei foi não parar de trabalhar (naquela época eu realmente não podia parar) e sair em busca de uma babá. A busca da babá foi mais uma incógnita. Por onde começar ??
Conto minha via crucis na próxima postagem... desabafos de mãe são assim.... inúmeros como os questionamentos.
Boa noite.
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